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Oct
16

Comunicado de Imprensa nº7 - 16 de Outubro - 'Assembleia Popular em S. Bento tem agenda política própria'

Author // AdministratorPosted in // 15O / Documentos

Hoje, 16 de Outubro, está agendada nova Assembleia Popular, às 19hem frente ao Parlamento, em Lisboa.

Depois de perto de 100 mil cidadãos terem tomado o destino nas próprias mãos e dado voz ao seu direito de protesto, foi dado seguimento à Assembleia Popular prevista onde a plataforma organizadora da manifestação apresentou a sua proposta conjunta de continuidade, onde constam os seguintes pontos:

  • Apelar a todas as forças sociais, pessoas organizadas ou não, movimentos sociais e sindicatos, que se unam a esta luta que é internacional, que expressa a voz dos povos da Europa e do Mundo contra um regime económico e político de suicídio, profundamente antidemocrático, cuja consequência final é a destruição das sociedades e da vida das pessoas.
  • Apelar aos sindicatos e às comissões de trabalhadores a convocatória urgente de uma greve geral nacional - contra o acordo da Troika, contra o pagamento de uma dívida que o povo português não contraiu e da qual não retirou qualquer benefício, contra as privatizações que o governo pretende levar a cabo, nomeadamente das Águas de Portugal, TAP, CTT, CP, RTP e outras, contra a nova lei dos despedimentos, contra a precariedade imposta às nossas vidas e contra as medidas de austeridade impostas pelo governo do capital, que estão a destruir a vida das pessoas.
  • Reunir nova Assembleia Popular, às 19hem frente ao Parlamento, a 16 de Outubro.
  • Apelar a iniciativas populares de desobediência civil pacífica, expressando a nossa contestação diária ao futuro negro que os ricos nos dizem ser o único possível.
  • Marcação de nova manifestação [cuja data ficou por definir no decurso da Assembleia Popular, de 16 de Outubro].
  • Apoio de futuras mobilizações internacionais no espírito do 15 de Outubro, que juntou milhões de pessoas em 951 cidades e 82 países.
  • Sendo que o 15 de Outubro não é, de maneira alguma, o fim da luta, pede-se a todos que se unam numa rede de pessoas e organizações activistas com direito à palavra, à proposta e ao voto, para continuarmos a luta política, através de um movimento informal mas inclusivo e plural, que aceita todos quantos se revejam no seu manifesto.


    A Assembleia Popular de 15 de Outubro fez ouvir a voz de perto de uma centena de pessoas por uma democracia participativa, pela transparência nas decisões políticas e pelo fim da precariedade de vida, numa mensagem partilhada universalmente, dos Estados Unidos à Ásia.
     

    Amanhã a agenda política será novamente debatida em frente à Assembleia da República.