Oct
14
Declaração de Solidariedade da Juventude de esquerda de Berlim
Tradução da declaração de solidariedade da Juventude de esquerda de Berlim (Kreuzkölln) para com o movimento de protesto do 15 de Outubro:
Queridos amigas e amigos,
Enviamo-vos as mais calorosas e solidárias saudações dos jovens da Alemanha. Sobre a ditadura financeira do imperialismo alemão, que vos é imposta pelo FMI, BCE e UE não retiramos qualquer proveito, e vamos apoiar a vossa resistência, onde pudermos. A política do governo Merkel é igual à política de Sarkozy, Cameron, Coelho & Co - uma política no interesse dos bancos e dos ricos da Europa. Temos com eles tão pouco em comum como vós tendes com Américo Amorim, o homem mais rico de Portugal.
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Por isso unimo-nos a vós ainda mais. O emprego precário na Alemanha é o mais elevado de sempre, e pelo menos um em cada quatro jovens trabalha somente em contratos de curto prazo. Escolas e universidades encontram-se em situação de poupança. Se vós fordes bem sucedidos na luta contra o desemprego, os baixos salários e os cortes na educação, vão ajudar todos os jovens da Europa. A vossa luta é a nossa luta e devemos conduzi-la juntos.
Todavia o vosso protesto não foi ainda muito ouvido na Alemanha. Ainda não saimos à rua em massa e ao mesmo tempo, contra a ditadura dos bancos e corporações. Mas nós queremos ajudar para que isso aconteça, para que esse dia chegue.
Muitos dos nossos companheiros têm seguido como a partir do Egito e Tunísia, e prosseguindo para Espanha e Grécia, depois em Israel, e agora nos EUA, as pessoas têm ocupando as praças em massa. Este movimento internacional será ainda maior se vós seguirdes esse exemplo e ocupardes as praças em massa em Portugal.
Muitos dos nossos companheiros se têm seguido, partindo do Egito e da Tunísia, prosseguindo para a Espanha e a Grécia, depois para Israel, e agora nos EUA, ocupando em massa as suas praças. Este movimento internacional será ainda maior se vós seguirdes esse exemplo e ocupardes as praças em massa em Portugal.
Estamos a aprender com esses movimentos e convosco. Na Grécia o movimento de indignados virou-se para os sindicatos e dirigentes sindicais preguiçosos e colocou-os sob pressão. O movimento pode forçá-los a organizar uma greve geral de 48 horas - a primeira em muitos anos. Em Espanha construiram estruturas de ocupação nos quarteirões da cidade e procuraram chegar a um número crescente de pessoas e inclui-las. Nós não temos nada em comum com estes Políticos alheados da realidade, e é por isso que as estruturas democráticas nas quais todos estão incluidos e nas quais nenhuma minoria tem a ultima palavra, tão importante.
Não se deixem desanimar, antes pelo contrário, continuem a lutar até atingirem os vossos objetivos. Até agora todos os partidos estabelecidos e demais políticos nos trairam num qualquer momento, seja em Portugal ou noutro lugar qualquer. Deve agora chegar o tempo em que nós, de nós, com os nossos meios, criamos as nossas próprias organizações, que representem os nossos interesses, os interesses dos jovens, trabalhadores e desempregados. Antes desta tarefa está ainda o país de cada um.





